11.02.2012 – Independência ou sorte

Era o jogo contra o lanterna da competição. Na séria A3, duelar contra o lanterna diz muito sobre as esperanças dos corações grenás, ainda mais quando se vêm de uma sequência sem vitórias.  Assim, esperávamos as glórias. Esperávamos o gol. Não esperávamos um chocolate.

Juventus 5 x 0 Osvaldo Cruz, com direito a pênalti perdido e gol de cobertura. Debaixo de forte chuva, sem iluminação no estádio, no escuro do dia, brilhava uma torcida, brilhavam os jogadores, brilhavam nossas emoções. Era o Moleque jogando como gente grande, como gente experiente, sábia, que sairia hoje de cabeça erguida, como pouco se tem visto na Rua Javari.

Este poderia ser o início de uma revolução, marcada pelo ápice desporto apresentado nesta data. Veríamos mais do nosso amigo Travesso que tem permeado o underground paulistano. Entre cannolis do Seu Toninho, amizades com as mães dos goleiros adversários, e assistir um jogo em um estádio sem iluminação, há um bem comum. Quem viu, sabe. Quem não viu, tem fé.

Rua Javari, 117

Juventus x Osvaldo Cruz

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