08.04.2012 – Páscoa

A páscoa na cultura judaico-cristã tem seu primeiro significado na saída do povo hebreu do Egito. Nessa saída e peregrinação, a páscoa também é lembrada na passagem do mesmo povo pelo Mar Vermelho. Para os cristão, é a passagem da morte para a vida, simbolizada na ressurreição de Cristo. Para mim, a páscoa mais recente, celebrada no domingo passado, também foi uma passagem.

Eu e o Gui não pudemos ir à Rua Javari. Logística pré-jogo, almoço de família pós-jogo, horário (10h) e um corpo moído não pela cruz, mas pelo show do Foo Fighters no dia anterior. Assim como Maria Madalena e outros próximos de Jesus acordaram tristes naquele domingo, eu também acordei um pouco decepcionado.

Era o primeiro jogo de final de semana na Mooca que eu e meu irmão não assistiríamos. Mas, assim como os discípulos de Jesus receberam uma boa notícia naquela manhã, também fui agraciado com boas novas: o Riso estaria lá.

O Riso é um amigo do meu irmão da época do colégio, que manteve a amizade ao longo do tempo. Como a cada jogo a gente divulga no Twitter e Facebook nossa ida, o Riso foi em um jogo conosco. Nesse, em que não pudemos ir, foi sozinho.

(Pause) Se você gosta de futebol e costuma ir a estádios, sabe o que significa ir sozinho a um jogo. O Riso foi em um do Juventus, cara. Depois de ter ido em apenas uma partida! (Play)

Nesse domingo de páscoa celebrei outra passagem: a do amor pelo estádio grená. Saber que o fato de termos levado um amigo à Javari resultou em que ele voltasse lá sozinho me deu uma sensação de missão cumprida. Se uma pessoa se importa, então tudo importa.

Esse sentimento só não durou muito quando eu soube que foi um dos melhores jogos esse ano, com o Juventus vencendo o Capivariano por 4×0, e o Riso comemorando no vestiário com os jogadores. Dessa vez, a passagem foi da alegria terna e singela para uma inveja do Riso d’eu não querer que meu irmão ficasse me ligando ou mandando sms avisando as aventuras de nosso amigo na Javari. Sem a gente.

Rua Javari, 117
Juventus x Capivariano