15.06.2012 – Volta às aulas

Com aquele ar de inverno, sol aquecendo logo de manhã, às 10h matinais de um domingo nos refrescaram a memória de um antigo sentimento. Após quase 2 meses, havia uma saudade em voltar para a Rua Javari.

Acompanhado do bom e velho Riso, fomos reencontrando os antigos travessos que vimos em Osasco pela última vez. Alguns deles até trouxeram a nova companhia amorosa, perpetuando quase que uma tradição dos juventinos: se me ama, me acompanha; e, se me acompanha, come cannoli. Dito e feito.

Como a volta às aulas, tudo é novo em um antigo esquema. Uns 10 jogadores foram trocados, um novo campeonato se iniciava e uma nova loja foi inaugurada; mas a essência estava lá: sofredores de 80 anos, sofredores de 10 anos, a Ju-Jovem atrás do gol. Até parecia que o hiato tinha sido de 2 dias e não 2 meses. Tudo igual.

Começamos perdendo para o São Bento logo nos primeiros 20 minutos de jogo. O que esperar? Goleada adversária. Não sucedeu. Seguramos até os 39″ do 2T para começar a reação. Com mais um golaço e mais um pênalti salvador na Javarí, junto com a explosão da torcida, o sofrimento corriqueiro nos abraçava em começo de campeonato, comemorando gols conosco e nos fazendo lembrar do grená que corre no sangue.

Forza Juve. Forza campioni. Forza juventinos.

Este é só mais outro começo.

Rua Javari, 117

Juventus x São Bento

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06.05.2012 – Quando vencer não é ganhar

Faz pouco mais de 3 anos que estamos acompanhando a trilha tortuosa da série A3 do Paulista, como também a Copa Paulista [algo como a divisão de acesso para a Série D do Brasileirão]. Por muitas vezes essa trilha tem sido penosa, morosa, sofrida. Tivemos momentos de riso e com o Riso, alguns [vários] momentos de tristeza, experiências, aprendizados. Novas amizades se concretizaram, enquanto o Moleque Travesso despertou e reaproximou velhos companheiros e conhecidos em minha vida. O belo time da Mooca mudou minha relação com o futebol, catalisando um novo amor e um novo torcedor em mim. Já foram alguns que passaram pela Javari comigo: do irmão de sangue ao irmão de bola, da 1ª mulher da vida de qualquer um à mulher do resto da vida, do brasileiro da nata à australiana do soccer, do antigo grupo de brothers para um novo grupo de brothers + respectivas. Esta é uma nova passagem, um novo significado. Um último jogo para o acesso.

A peleja se daria em Osasco, em um domingo, às 10h da manhã. Não daria para ser diferente. Horário impróprio, dia impróprio, companhia própria. Um velho amigo [o famigerado Riso] me buscou em casa, 8h, para nos direcionarmos até o Estádio Municipal Prefeito José Liberatti. Chegando lá, todas as companhias eram próprias, onde todos que já se reuniam na Rua Javari, tomaram seus ônibus e também se dirigiram ao que parecia ser um capítulo terminando.

Quanto ao jogo, pouco importa. GE Osasco 3×1 Juventus. Placar final. Nos interessava mais o empate entre Guaçuano x Marília. Primeiro de muitos, segundo de todos. Esta máxima paulistana que refere ao Moleque Travesso deve ter se propagado até o interior do Estado SP. Marília fez o que ninguém esperava: nos elevou ao próximo escalão paulista, a A2.

Dá-lhe Juventus. Dá-lhe Marília. Dá-lhe a vitória que veio da derrota.

Chorei. Emoção de invasão que invadiu o campo de tão caros corações. Não somos milhões a apoiar, mas acredito que nunca procuramos isto… Quando um se importa, então tudo importa.

Estádio Municipal Prefeito José Liberatti, Osasco

Grêmio Esportivo Osasco x Juventus


03.03.2012 – Gostosuras ou Travessuras

Por Bernardo*

Neste sábado fui à Rua Javari, convidado (leia-se inspirado) pelo Gui Louback. Mais do que a insistência dele, o que me levou ao estádio do Juventus, foi seu brilho no olhar que surge ao falar desse clube.

Fui pensando em duas coisas, as que dão título ao post. Queria verificar se os grandes atrativos desse programa paulistano valiam a fama que têm.

1 – Se o Cannoli é tudo isso.

2 – Se o moleque é mesmo travesso, ou pelo menos, se o apelido ainda era apropriado após décadas de existência.

Confesso que não esperava muita coisa, mas tinha esperança de que a experiência valesse a pena por seus atrativos e não pelo fato de ser um programa recomendado da cidade.

Estou tentando ser breve no meu relato, por isso vou ocultar sensações interessantes que podem ficar para outros posts.

O que posso dizer, é que mal o juiz apitou o término do primeiro tempo, eu já estava na fila do famoso doce, bem próximo do Sr. que o serve apressadamente, para atender a demanda. Consegui registrar o momento. Tão logo terminei meu Canolli e a namorada do Gui se ofereceu para pegar mais, gostei bastante do com sabor de creme, mas resolvi experimentar também o chocolate. Eu estava havia 1 mês sem comer doce e dentre tantos que eu poderia atacar, me permiti ao prazer de degustar dois Canollis, não me arrependo e digo mais, da próxima vez como três, se criarem um sabor doce de leite.

Foi tanta gostosura que até me esqueci de falar das travessuras. Em resumo posso dizer que foi um sábado de experiências inusitadas. Eu nunca havia presenciado no estádio, um jogo com essa composição:

-4 a 0 para o time que eu estava torcendo.

– 3 expulsos do adversário.

– Eu puxar um grito da torcida.

– Conseguir ver a expressão do jogador ao sair de campo no intervalo.

– Impedir uma criança de jogar bala no técnico.

– Duas torcidas unidas para protestar contra um técnico (atual do Taubaté que era do Juventus no ano passado).

– Torcedores pousarem para eu filmar e fotografar suas reações.

    

O que posso dizer? Ir à Rua Javari acompanhar o Juventus é garantia de gostosuras e travessuras. O estádio do Juventus parece a Terra do Nunca. Mas esse assunto fica para um próximo post, se Deus quiser e o Gui deixar.

Rua Javari, 117

Juventus x Taubaté

Bernardo – criativo multiplataforma e multifuncional que se disfarça de planejador.


11.02.2012 – Independência ou sorte

Era o jogo contra o lanterna da competição. Na séria A3, duelar contra o lanterna diz muito sobre as esperanças dos corações grenás, ainda mais quando se vêm de uma sequência sem vitórias.  Assim, esperávamos as glórias. Esperávamos o gol. Não esperávamos um chocolate.

Juventus 5 x 0 Osvaldo Cruz, com direito a pênalti perdido e gol de cobertura. Debaixo de forte chuva, sem iluminação no estádio, no escuro do dia, brilhava uma torcida, brilhavam os jogadores, brilhavam nossas emoções. Era o Moleque jogando como gente grande, como gente experiente, sábia, que sairia hoje de cabeça erguida, como pouco se tem visto na Rua Javari.

Este poderia ser o início de uma revolução, marcada pelo ápice desporto apresentado nesta data. Veríamos mais do nosso amigo Travesso que tem permeado o underground paulistano. Entre cannolis do Seu Toninho, amizades com as mães dos goleiros adversários, e assistir um jogo em um estádio sem iluminação, há um bem comum. Quem viu, sabe. Quem não viu, tem fé.

Rua Javari, 117

Juventus x Osvaldo Cruz


À 1ª vista

Rua Javari, 117

Data: 25/10/2009 – 11h

Torcida que não pára de cantar no Conde Rodolfo Crespi.  Aí vamos no embalo. Em alguns momentos, até demais, indo à grade proferir ‘grosserias’; caso esse de meu irmão que, segundo ele, ‘não consegue não torcer’. Aquele que é tido como ‘o primeiro de muitos. o segundo de todos’ nos trouxe risadas, lamúrias e indignações. O Moleque Travesso fez a alegria dos Loubacks. E a tristeza do resto da torcida.